Outex, Fullspin...

Empresas vilacondeses em dificuldades

Distam uma da outra pouco mais de um quilómetro. Manos, se for em linha recta. E partilham um problema comum: manterem-se em funcionamento.
O problema da Outex, S.A., situada em Guilhabreu, já aqui foi abordado e a empresa luta desesperadamente pela sobrevivência. O assunto já chegou a ser abordado na Assembleia Municipal, mas, para já ainda não há novidades quanto ao futuro da empresa.
Já quanto à Fullspin, situada em Vilar, a situação é mais dramática. Com 600 trabalhadores e dois meses de salários em atraso, viu sair a maior parte da força laboral, que invocou ‘justa causa’ para rescindir os contratos de trabalho. Ainda há pouco mais de um ano, a empresa foi alvo de uma reestruturação, tendo sido apresentado um estudo de viabilização, que projectava o recurso ao crédito para viabilizar a empresa. Actualmente, o montante mínimo requerido é de 250.000 contos ou 1.250.000 euros.

 

 
 
  Projecto Telecentro
Visita do Secretário de Estado do Emprego
 
O Secretário de Estado do trabalho esteve em Vila do Conde, onde assistiu à apresentação do ‘Telecentro’, tendo para o efeito assinado um protocolo com a Câmara Municipal de Vila do Conde.
O projecto destina-se ao desenvolvimento de acções no domínio da promoção de novos empregos na área dos serviços, do apoio à incitava empresarial e no combate à info-exclusão. Ficará situado junto ao Centro Municipal de Juventude, estando equipado com equipamento e tecnologias modernas.
Durante a cerimónia de apresentação, que contou com a presença do Presidente da Câmara de Vila do Conde, o Secretário de Estado Luís Pais Antunes defendeu que não a iniciativa não tratava de criar emprego, mas sim de melhor emprego. Mário Almeida partilhou da mesma opinião, saudando o projecto.
 
 
 
  A partir da prisão
Manuel Macedo compra empresa vilacondense

O empresário Manuel Macedo, actualmente detido em prisão preventiva, adquiriu a firma Afitex-Acabamentos Têxteis, sediada em Fornelo. Quem avança com a notícia é o semanário “Expresso” na sua edição de 25 de Abril.
Segundo aquele periódico, a transacção terá sido feita através da aquisição de 66% da Socosiafi, S.G.P.S., uma holding que pertencia à família Oliveira Santos e que detinha 100% da Alfitex. O valor indicado para a transacção foi de 1,5 milhões de euros, ou 300.000 contos. O capital sociais da empresa era de apenas 100.000 contos, mas havia suprimentos feitos pelos sócios, que tiveram de ser levados em conta. Os restantes 34% da Socosiafi, S.G.P.S., estão nas mãos do IAPMEI, que nela participa através do Fundo para a Revitalização e Modernização do Tecido Empresarial. O financiamento da aquisição ocorreu através de uma holding sediada numa ‘off-shore’.
Conforme apurou aquele semanário, a Afitex emprega cerca de 100 trabalhadores e esteve com problemas em 1995, altura em que o fantasma da falência pairou sobre a empresa. Actualmente, factura 3,2 milhões de euros.
O empresário Manuel Macedo, que ficou conhecido por manter contactos comerciais com a Indonésia, no tempo em que Timor vivia debaixo das armas de fogo do ditador Suharto, declarou ao Expresso que se trata de uma empresa “ultramoderna”, mas que se “encontra em dificuldades devido à má gestão e à crise”.

 

 
    Bota-abaixo
  “Tainha” na água

Foi entregue na passada semana a construção nº 44 do estaleiro da Serralharia União Construtora Naval Lda, baptizada com a fantasia de “Taínha”. A embarcação, propriedade do mestre Manuel Miguel, tem como porto de registo a Trafaria e está licenciada para a pesca com armadilhas, redes e palangre em águas oceânicas e interiores no Rio Tejo.
Esta moderna unidade de pesca totalmente construida em aluminio maritimo, tem um comprimento total de 7metros - limite legal para o seu registo em águas interiores - e está equipada com guincho e alador hidráulico de pesca, radar, sonda, VHF, GPS e motorização inboard da Iveco aifo.
A “Taínha” é a 7ª unidade de pesca construida pela Serralharia União Construtora Naval a operar na região da Capital.
 

 

 
 
  MADI – uma lição de vida com 25 anos

“Um acto de solidariedade para com o próximo”

O MADI – Movimento de Apoio ao Diminuído Intelectual tem a sua sede em Azurara, local onde nasceu há um quarto de século. O papel desta instituição é hoje fundamental no apoio aos diminuídos intelectuais do concelho, além de ser, igualmente, uma referência na qualidade do serviço prestado. ‘Terras do Ave’ convida os leitores para uma visita ao MADI, tendo como guia o Presidente da Direcção, José Luís Ferraz.

Uma ideia que germina

O MADI completa, este ano, 25 anos de existência. Como em tudo, houve algo que presidiu à sua génese. “Esteve ligada a uma situação muito próxima, muito íntima. Na altura não havia em Vila do Conde, nem no País, resposta para crianças com deficiência mental grave. Durante cerca de cinco anos procurou-se uma resposta médica, mas não se encontrou. Foi então que comecei a pensar no que seria de outras famílias com problemas idênticos. O drama e o sofrimento que atravessamos, alertou-me para a situação”. É então que surge a ideia, juntamente com outras pessoas em idêntica situação, de fundar uma instituição que desse resposta a este problema. “Desde o início que ficaram gizadas algumas características: autonomia financeira e responsabilidade administrativa” para que não se colocassem as crianças na caridade pública.”
Importante foi a tomada de consciência sobre a deficiência mental, especialmente a do tipo mais profundo. “isso fez-me sentir que eram casos excessivamente graves quer para as famílias, quer para os próprios filhos. É que os pais sofrem imenso com o problema dos filhos e são assaltados por um sem número de questões e dificuldades. A ideia foi essa: se eles sentissem que houvesse alguém, uma instituição, que os acompanhasse em grande parte do dia, que os aconselhasse, isso seria óptimo”. Como não existia nada, nasce então o MADI, em 10 de Outubro de 1977. “Não foi fácil, mas foi conseguiu-se!”

As instalações

A primeira fase das instalações surge em 1982, a segunda em 95 e, a terceira, já neste ano, com a inauguração do Lar Residencial ‘Sol Nascente’. “De início, foi difícil encontrar um espaço que pudesse acolher a instituição. Tornou-se necessário arranjar um espaço, um edifício que pudesse ser adaptado a essas funções. Recordo o Comandante João Morais de Almeida, que propôs oferecer um prédio seu sito em Vila do Conde, o que só não foi avante por questões burocráticas.” Quem vem resolver a questão é o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Azurara, Francisco Santos. “É ele quem avança com o ideia de o MADI se instalar no edifício onde funcionava o Hospital de S. João. E aqui estamos.’
É então que, em 1982, arranca aquilo que José Luís Ferraz denomina de 1ª Fase. “Começamos com 20 utentes, pré-seleccionados pela equipa técnica, tendo sido dada prioridade aos casos mais profundos, mais difíceis. Por outro lado apenas aceitávamos crianças de Vila do Conde, mas por mera questão de provocar o aparecimento de instituições idênticas nos concelhos vizinhos. É uma situação que ainda se mantém, com excepção do lar.”
Treze anos depois as instalações são ampliadas e melhoradas. “São as que hoje temos e onde acolhemos 83 utentes. Como é bom de ver, isto representa uma enorme ajuda a um grande número de famílias”.

Actualidade

Os utentes não apresentam, hoje, o mesmo grau de deficiência. “Na verdade, há casos mais graves e outros mais ligeiros. Mas a verdade é que a maioria deles estão totalmente dependentes. Daí que o MADI esteja dividido em quatro valências: a primeira, ligada à escolaridade, vai desde os 6 aos 18 anos; depois, temos o centro de actividades ocupacionais; em terceiro lugar, o ‘Oásis’, para casos profundos; e, por último, a formação profissional.”
Um dos aspectos que pudemos constatar, e que José Luís Ferraz realçou, foi precisamente as áreas onde se procura o desenvolvimento de actividades de participação social. Existe uma carpintaria, totalmente equipada, incluindo maquinaria eléctrica, onde alguns utentes realizam trabalhos em madeira, debaixo da supervisão de técnicos. Registamos igualmente uma padaria, de cujos fornos saem diariamente 2000 pães, para consumo interno e, principalmente, para o exterior. Outra área, bastante participada, é a da lavandaria. A instituição já dispõe de maquinaria do tipo industrial, realizando serviços para fora. Uma outra área prende-se com trabalhos e idas ao horto municipal.
“O nosso objectivo” refere o Presidente da Direcção do MADI, “é a integração dos utentes na vida profissional. Escusado será dizer que é muito difícil. Daí que apenas tenhamos conseguido a colocação de dois: um numa padaria e outro numa garagem de automóveis. São dois casos em que a autonomia é completa, pois há um corte do cordão umbilical com a instituição, por parte desses dois utentes.” Além destes casos, há outros utentes que trabalham em algumas empresas, mas têm a instituição na rectaguarda, nomeadamente na alimentação e nos transportes.
Outras actividades passam pela ginástica e pelo relaxamento. Para o exercício físico, o MADI dispõe de um ginásio, dotado de equipamento e onde os utentes também recebem aulas de dança. Para o relaxamento há a sala de ‘snoezelen’ - um termo vindo da Holanda, que tem o duplo sentido de ‘estimulação’ e ‘relaxamento’. Através de luzes, cores, imagens e sensações tácticas, a responsável, Drª. Gabriela, possibilita aos utentes entrarem num mundo quase onírico, transportando-os para inauditas dimensões que, obviamente, os deixam maravilhados.

Gente do MADI

O corpo docente é composto por 14 pessoas, desde trabalhadores normais, passando por psicólogo, terapeuta de fala, terapeuta ocupacional, médico, pessoal administrativo, entre outros, sempre coordenado pelo Professor Bernardo Lemos. Além disto ainda há mais 28 pessoas a trabalhar nas instalações. “Ao todo, são 42 indivíduos, entre homens e mulheres, remunerados e que aqui estão a tempo inteiro, com excepção do médico”.

Apoios e Protocolos

Como os utentes apenas pagam uma quota reduzida (apenas os das actividades ocupacionais), para fazer face a toda esta despesa, o MADI recorre a várias instituições. “A principal é o Ministério do Emprego e Segurança Social, seguido da Câmara Municipal. De louvar são os donativos de particulares, muitos deles feitos sob anonimato. Cabe ainda lembrar que a formação profissional está dotada de uma bolsa, através do Programa “Construção”, integrado no III Quadro Comunitário de Apoio”.
Mas a instituição tem, ainda, protocolos vários “que têm dado muito benefício aos utentes. Destaco a colaboração com o Centro Hípico de Vilar do Pinheiro, aonde os nossos utentes têm tido sessões de hipoterapia, durante as quais estão em contacto com os animais, nomeadamente cavalos, chegando até a montá-los com alguma mestria. Um outro exemplo é o da prática de Remo, através da pareceria com o Clube Fluvial Vilacondense.”
Mas o MADI também proporciona um campo de trabalho a quem escolheu esta área para aplicar os seus estudos. Assim, a colhem diversos estagiários, provenientes do curso de Terapia Ocupacional da Escola Superior de Tecnologias da Saúde da Universidade do Porto e, também, com o curso de Psicologia do ISMAI, da Maia.
O Lar Residencial ‘Sol Nascente’
No início deste ano foi inaugurado o Lar ‘Sol Nascente’. Um sonho antigo de José Luís Ferraz e, portanto, a sua ‘menina dos olhos’. “Sempre defendi a sua criação, pois era um equipamento fundamental para completar o Centro. O objectivo é ajudar, ainda mais, os pais dos utentes. Através dele, é possível que os pais usufruam de mais algum tempo livre, seja umas férias ou um fim-de-semana, estando confiantes que os seus filhos ou familiares estão num sítio seguro. Neste momento dá resposta a 6 ou 7 crianças por semana, sendo duas no regime de permanência, por falecimento dos familiares. Projectamos que 90 dias por ano e por utente serão suficientes. Mas como estamos a iniciar, será uma situação alvo de melhor apreciação.”
A construção do lar custou 75.000 contos, “sendo 60% da responsabilidade do Estado, através do Ministério do Emprego e Segurança Social e os restantes 40% foi através de capitais próprios. Aqui, teve muita importância o papel do Director Regional que nos atribuiu uma certa importância por cada aluno, o que nos facilitou bastante a nossa disponibilidade.”

O futuro

25 anos à frente de uma instituição como o MADI é muito tempo. José Luís Ferraz considera que com a gente nova que entrou recentemente, não deverá haver problemas de continuidade. “O mais difícil é encontrar pessoas com motivação. É preciso ver que dos cinco elementos da direcção, quatro estão ligadas a pessoas deficientes. Ou seja, há uma ligação muito forte com o Centro.”
Inaugurado o Lar, não se julgue que o Presidente da Direcção esgotou as ideias... “Gostava de obter um terreno, preferencialmente próximo, para contacto com a Natureza, e para os utentes terem alguma actividade ligada à agricultura e à pecuária. Trata-se de uma ideia que já surgiu há algum tempo, mas que ganhou nova força com a hipoterapia.”

O sentido da obra

José Luís Ferraz continua a dirigir o MADI com o mesmo espírito que o motivou há 25 anos: “na inauguração do lar voltei a referir que isto é muito mais do que um trabalho ou profissão - é um acto de solidariedade para com o próximo. Temos tido técnicos responsáveis e disponíveis, incluindo em dias nos quais não têm obrigação de colaborar. São pessoas com um certo ‘estofo’, para olhar para uma criança especial, aceitá-la e acarinhá-la.” Daí que tenha uma mensagem para os pais: “que não se deixem ir abaixo por terem uma criança deficiente. Que a aceitem de uma forma activa, que reajam e que não se esqueçam que há quem os ajude. E que se lembrem que têm direito a ser felizes”.

Pedro Brás Marques

 

Vale a pena...
Vale a pena uma visita ao MADI. É algo de impressionante. Por um lado, deparamo-nos com uma realidade da vida que tantas vezes procuramos esquecer: os deficientes mentais. Quem ali entra só tem duas hipóteses ou enfrenta a situação, ou sai. Por outro, assistimos ao trabalho de toda aquela gente que enfrenta o problema com alegria e humanidade.
Por isso, vale a pena ficar...
Vale a pena ficar para ver que os deficientes mentais são seres humanos que riem, que cantam, que chamam por nós, que se manifestam de uma maneira muito própria. Respeitar esta diferença é meio caminho para estabelecer uma relação.
Vale a pena ficar para ver os profissionais que ali trabalham. Ensinam a dançar, ajudam a construir, abraçam, beijam e acariciam aqueles seres delicados, que outros sentiriam medo de se aproximar.
Vale a pena ficar para ver como eles aqui são felizes, como agradecem e retribuem o carinho que lhes é dado.
E vale a pena ficar para ver o brilho nos olhos de José Luís Ferraz, quando fala da sua obra, nascida em virtude de um problema familiar e que, em vez de desistir face ao infortúnio, o enfrentou e venceu.
A ele e a todos os que trabalham no MADI, vale a pena recordar Albert Camus: “Foi no meio do Inverno que descobri existir em mim um Verão invencível”.
PBM

 

 
 
  Desfile integrado nas comemoração do 61º aniversário do “Honra e Dever”

O maravilhoso mundo das Chitas


Dando sequência a um magnifico programa de comemoração dos seus 61 anos, a Associação Honra e Dever de Vilar promoveu na passado Sábado à noite um concorrido desfile dos famosos “Vestidos de Chita”.
O cenário, com uma enorme passerele no centro do Salão Polivalente fazia prever uma noite memorável, como se veio a verificar. Para os conhecedores destas andanças, outra coisa não seria de esperar, já que a Coordenação do desfile estava a cargo da D. Maria José Vale. Conhecida pela sua devoção ao “Vestidos de Chita”, esta Touguinhoense já organizou vários desfiles em Vila do Conde, sendo também presença habitual em espectáculos do genero em vários pontos do país.
E se a noite estava ganha à partida, a expectativa haveria de concretizar-se, tal a beleza que cada um dos vestidos irradiava. Aproveitando a profusão de cores que as chitas tradicionalmente tem, Maria José Vale desenhou e confeccionou 25 vestidos maravilhosos que realçaram, cada um à sua maneira, a feminilidade das jovens modelos. Os laços, rendas e folhos com que aqueles tecidos humildes foram confeccionados fizeram-nos reviver com nostalgia os famosos anos 50 e 60.
Espera-se que a iniciativa possa prosseguir, e que a tradição, neste caso, ainda continue a ser como era...

 

 
 
  João Miranda, de Vila Chã, 11 anos de idade
Segundo classificado num concurso escolar sobre obras de Álvaro Magalhães

O escritor Álvaro Magalhães, nascido em 1951, no Porto, conhecido autor de cerca de 30 livros infantis e juvenis – nomeadamente a colecção “Triângulo Jota” (editora Asa), já com os direitos de tradução vendidos para a língua francesa -, esteve recentemente na Escola EB 2/3 D. Pedro IV, de Mindelo. Para além de ter assistido à dramatização de alguns dos seus textos e de ter participado numa conversa informal com os alunos, Álvaro Magalhães posou ainda para o nosso jornal, ao lado de João Miranda, de Vila Chã, com 11 anos de idade e aluno do 6.º ano.
Este registo tem a ver com o facto do João, um jovem habitante do nosso concelho, ter obtido o 2.º lugar num concurso escolar, a propósito da colecção “Triângulo Jota”, da autoria de Álvaro Magalhães (o primeiro lugar foi para o trabalho de uma jovem do sexo feminino, que frequenta o 8.º ano na Escola Soares dos Reis, em Vila Nova de Gaia).
Para além dos parabéns ao jovem vila-planense pelo prémio obtido, cabe aqui destacar, igualmente, o papel desempenhado pela professora Luísa Beirão, coordenadora da biblioteca da escola de Mindelo, cujo dinamismo, ao lado do de outras colegas, tem permitido desenvolver diversas actividades de sensibilização para a leitura, pesem embora as dificuldades existentes, sobretudo ao nível do diminuto orçamento disponível para apetrechar as prateleiras com os livros necessários.

 

 
 
  Festas de Nossa Senhora do Bom Sucesso
Rancho caxineiro deu “show” em Argivai


No domingo passado, o Grupo Folclórico dos Pescadores das Caxinas e Poça da Barca encerrou, brilhantemente, com a actuação dos seus dois ranchos – infantil e o adulto –, as festas deste ano em honra de Nossa Senhora do Bom Sucesso, que decorreram em Argivai entre os dias 22 e 27 de Abril. Na primeira parte, actuou também o grupo local, o Rancho Folclórico das Carvalheiras.
Antes da animação musical destas festas, decorreu a habitual procissão, que contou com a participação de várias centenas de populares que, juntamente com o pároco da centenária capela, Carlos Mário Gomes, acompanharam devotamente a sua padroeira por algumas artérias da freguesia poveira.
O rancho caxineiro, que assinalará 48 anos de existência em Junho próximo, continua, assim, a fazer jus à sua conhecida genuinidade e irrepreensível representação folclórica, apresentando cerca de 40 elementos em palco, entre dançadores e elementos da tocata. Como é costume, o Grupo Folclórico dos Pescadores das Caxinas e Poça da Barca “incendiou” o recinto em Argivai, recebendo manifestações estrondosas de palmas do público presente; no final, foram muito os populares que quiseram subir ao palco para dançarem o “Vira Batido” com os membros do rancho caxineiro.
No âmbito das actividades previstas para este ano, o rancho caxineiro anunciou à Comunicação Social a organização do “Santo António nas Caxinas”, na noite do dia 12 de Junho, uma deslocação a San Sebastian (País Basco), em 20/21 de Junho, e a promoção do II Festival Folclórico de Outono, em Setembro, para além de diversas “saídas” a vários pontos do país.

 

 
 
  A Tradição mantém-se em Vila do Conde
Compassos no concelho
Um pouco por todo o concelho de Vila do Conde, reviveu-se a tradição da Páscoa. Foram inúmeros os tradicionais "Compassos" que visitaram as nossas casas, cumprindo assim um ritual muito próprio, associado à morte e ressurreição de Cristo.
A falta de sacerdotes tem vindo a ser compensada com uma cada vez maior participação de leigos, o que tem permitido a permanência deste "velho" costume.
Terras do Ave, na impossibilidade de publicar as fotos de todos os "Compassos", deixa aqui alguns que chegaram à nossa redacção.